Foi publicado o artigo referente a pesquisa sobre Biodiversidade que deu origem a este blog. A publicação encontra-se no site da revista - Revista Monografias Ambientais/REMOA UFSM, em sua edição de maio-agosto 2015. O artigo que tem como título "O conhecimento da Biodiversidade: um estudo de caso com
estudantes de graduação de uma universidade brasileira" aborda entre outras questões, a falta de conhecimento que estudantes de graduação tem acerca da biodiversidade nativa, conhecendo mais as espécies exóticas. A pesquisa foi desenvolvida como trabalho final do Curso de Especialização em Educação Ambiental-UFSM, pela agora Especialista em Educação Ambiental Hulia Scherer e teve orientação da Profª. Drª. Liliana Essi e Profª. Drª. Damaris Kirsch Pinheiro.
Menos da metade dos brasileiros sabe explicar o que é biodiversidade
Manaus, AM -- Biodiversidade, conjunto das espécies vivas de
todo o planeta ou de uma região. Quase todos os brasileiros já ouviram falar,
mas menos da metade sabe explicar o que é. De acordo com o Barômetro da
Biodiversidade 2015, apresentado nesta quinta-feira em Paris, pelaUnião pelo BioComércio Ético(UEBT,
em inglês), 92% dos brasileiros já tinham ouvido falar sobre o tema. Mas menos
da metade de nós (48% dos que responderam sim à primeira pergunta) sabem
explicar o que ela significa.
"Embora
o brasileiro tenha ouvido falar sobre biodiversidade na sua grande maioria,
infelizmente o conhecimento sobre o tema é baixo, embora esteja à frente de
muitos países", avaliou via e-mail Cristiane de Moraes, da UEBT para a
América Latina. A pesquisa ouviu 8.700 pessoas em 9 nações diferentes,
inclusive da Europa e América do Norte.
Apesar
de 52% dos brasileiros ouvidos na pesquisa não saberem definir biodiversidade,
o país só ficou atrás do México entre as pessoas que sabem explicar o que
significa o conceito.
Entre
os Mexicanos, 90% já havia ouvido falar, percentual menor do que entre os
brasileiro, porém no país da América do Norte, 52% das pessoas que tiveram
contato com o assunto conseguiram dar uma definição válida para o termo. Em
geral, os latino-americanos, representados também pelo Equador, se saíram
melhor do que os Estados Unidos, França, Alemanha, Reino Unido, Holanda e
Índia.
A
pesquisa é publicada desde 2009 e ajuda a medir a conscientização sobre a
biodiversidade. De lá pra cá, o conhecimento sobre o tema cresceu no mundo. No
primeiro ano da pesquisa, apenas 9% dos entrevistados souberam explicar o que é
biodiversidade. Este ano, 38% deram respostas corretas à pergunta.
"Até mesmo aCDB (Convenção sobre Diversidade Biológica)reconhece através dos resultados que
são necessários esforços extras para atingir a meta global estipulada para
2020, onde 100% da população mundial deve tomar conhecimento sobre
biodiversidade", explica Cristiane de Moraes.
No
Brasil, entre o ano passado e este, o conhecimento sobre o tema teve um pequeno
aumento. Em 2014, 90% dos brasileiros havia ouvido falar sobre o tema e 43%
sabiam do que se tratava. Os mais jovens com maior renda e nível de ensino mais
elevado são os mais bem informados sobre o tema, aqui no Brasil. E em nosso
país, a maior parte dos brasileiros ouviu falar sobre o tema através do rádio
ou televisão.
"É
bacana que o brasileiro tem ouvido falar sobre o tema, mas sem dúvida é
necessário um esforço extra por parte do governo, das empresas, das escolas e
outros atores envolvidos que possam trazer maior consciência sobre o que é
biodiversidade e a sua importância e convencer este consumidor que cada um tem
o seu papel e pode ajudar na sua conservação", destaca a representante da
UEBT na América Latina.
A 6ª extinção em massa já começou e humanos também estão ameaçados, advertem cientistas de forma alarmante
O planeta Terra já está no caminho para sofrer uma extinção em massa que ameaça a existência da humanidade, declaram pesquisadores.
Uma equipe de cientistas americanos afirma que seu estudo mostra “sem qualquer dúvida significativa” que estamos entrando na sexta grande extinção em massa. O estudo diz que as espécies estão desaparecendo a uma taxa 100 vezes mais rápida do que seria normalmente esperado.
Uma perda tão catastrófica como a prevista de espécies animais, representa uma ameaça real para a existência humana, alertam os especialistas. Ecossistemas cruciais, tais como a polinização das culturas por insetos e de purificação de água em zonas úmidas em risco, seriam fatores essenciais para o equilíbrio na Terra.
No ritmo atual de perda de espécies, os seres humanos perderão muitos dos benefícios da biodiversidade no prazo de três gerações, de acordo com Paul Ehrlich, professor de Estudos Populacionais em Biologia e um membro sênior do Instituto Woods para o Meio Ambiente, em Stanford, nos EUA, que liderou a pesquisa. “Estamos serrando o galho no qual estamos sentados”, metaforizou Ehrlich.
O estudo adverte que os seres humanos estão causando um espasmo mundial de perda de biodiversidade, e que a janela para a conservação de espécies ameaçadas está se fechando rapidamente. "O estudo mostra, sem dúvida significativa alguma, que estamos entrando no sexto grande evento de extinção em massa”, afirmou Ehrlich.
O estudo, publicado na revista Science Advances, mostra que, mesmo com estimativas extremamente conservadoras, as espécies estão atualmente desaparecendo de forma assustadora.
"Se permitirem que isso continue, a vida levaria milhões de anos para se recuperar, e a nossa própria espécie provavelmente desapareceria logo no início do processo", disse o autor do estudo, Gerardo Ceballos, da Universidade Autônoma do México.
Os autores temem que 75% das espécies na Terra, hoje, poderiam desaparecer em apenas duas gerações. "Ressaltamos que nossos cálculos, muito provavelmente, subestimam a gravidade da crise de extinção, porque o nosso objetivo era colocar um limite inferior realista sobre o impacto da humanidade sobre a biodiversidade", escrevem os pesquisadores.
Durante toda a história humana, o consumo per capita e a desigualdade econômica vem alterando ou destruindo habitats naturais. Agora, o espectro da extinção paira sobre cerca de 41% de todas as espécies de anfíbios e 26% de todos os mamíferos, de acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza, que mantém uma lista oficial de espécies ameaçadas e extintas.
Apesar do cenário sombrio, há uma maneira significativa de combate, de acordo com Ehrlich e seus colegas. "Evitar uma verdadeira sexta extinção em massa exigirá esforços muito rápidos, intensificando a conservação das espécies ameaçadas desde já, para aliviar as pressões sobre as suas populações. Principalmente pela perda de habitat, exploração para o ganho econômico e mudanças climáticas", disseram os autores do estudo.
"Eu estou otimista no sentido de que os seres humanos reajam. No passado, fizemos saltos quânticos quando trabalhamos juntos para resolver nossos problemas", acrescentou Ceballos.
Os pesquisadores esperam que seu trabalho intensifique os esforços de conservação, a manutenção dos serviços dos ecossistemas e políticas públicas.
Chefe da ONU pede ação global para reduzir perda da biodiversidade
No dia 22 de maio, dedicado à biodiversidade planetária, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, pede pelas espécies do planeta. Em mensagem sobre o Dia Internacional da Diversidade Biológica, o secretário-geral da ONU pediu compromisso à ação global para reduzir o índice de perda da biodiversidade, para as pessoas e o planeta.
Ecossistemas
Na mensagem, o chefe da ONU afirmou que a variedade da vida na Terra é “essencial” para o bem-estar desta e das gerações futuras. Segundo ele, proteger ecossistemas e garantir seu acesso a grupos pobres e vulneráveis são essenciais para erradicar a pobreza extrema e a fome. Ele também mencionou os benefícios sociais e econômicos significativos gerados pela redução do desmatamento e da degradação da terra, entre outras ações. Ademais, as medidas também seriam formas de mitigar a mudança climática.
Desenvolvimento
Na nota, Ban menciona que qualquer estrutura de desenvolvimento sustentável deve fornecer condições que permitam a conservação e uso sustentável da biodiversidade. Seria preciso oferecer também condições para uma partilha mais equitativa dos benefícios e para reduzir as causas da perda de biodiversidade. Os objetivos de desenvolvimento sustentável e a agenda de desenvolvimento pós-2015 mais ampla estão em negociações no momento, disse Ban. Para ele, estas fornecem uma oportunidade de divulgar a biodiversidade e promover uma mudança na forma como as economias e sociedades a pensam e usam.
Plano Estratégico
O Plano Estratégico para Biodiversidade 2011-2020 e as chamadas Metas de Aichi fornecem um modelo que os países-membros podem usar ao considerarem como implementar a agenda de desenvolvimento sustentável pós-2015. Segundo Ban, alcançar as Metas de Aichi e abordar a questão da perda da biodiversidade de forma mais geral, contribuiria de forma significativa para a agenda de desenvolvimento pós-2015.
Biodiversidade
A data foi escolhida pela Organização das Nações Unidas (ONU) por que nesse dia, em 1992, foi aprovado o texto final da Convenção da Diversidade Biológica (Convention on Biological Diversity). O objetivo é aumentar a conscientização da população mundial para a importância da diversidade biológica, e para a necessidade da proteção da biodiversidade em todo o mundo.
A perda da biodiversidade é considerada um dos maiores desafios para a humanidade, nos dias atuais, assim como o aquecimento global. Pesquisadores estimam que 150 espécies sejam extintas todos os dias no mundo e calcula-se que 30% delas podem deixar de existir até o final deste século, se o aquecimento global não for mantido abaixo de dois graus. O Brasil é detentor da maior diversidade biológica do planeta, mas não está imune aos impactos sobre a sua biodiversidade e já tem 1.173 espécies ameaçadas.
Metas de Aichi
No processo de elaboração do novo Plano Estratégico de Biodiversidade 2011–2020, o Secretariado da Convenção propôs que se estabelecesse um novo conjunto de metas, na forma de objetivos de longo prazo, que foram materializados em 20 proposições, todas voltadas à redução da perda da biodiversidade em âmbito mundial. Denominadas de Metas de Aichi para a Biodiversidade, elas estão organizadas em cinco grandes objetivos estratégicos: tratar das causas fundamentais de perda de biodiversidade, fazendo com que as preocupações com a biodiversidade permeiem governo e sociedade; reduzir as pressões diretas sobre a biodiversidade e promover o uso sustentável; melhorar a situação da biodiversidade, protegendo ecossistemas, espécies e diversidade genética; aumentar os benefícios de biodiversidade e serviços ecossistêmicos para todos; e aumentar a implantação, por meio de planejamento participativo, da gestão de conhecimento e capacitação. O Brasil teve um papel decisivo na definição e aprovação das Metas de Aichi e, agora, pretende exercer, com responsabilidade e eficiência, um papel de liderança na sua implantação.
Alguns eventos sobre o tema pelo Brasil:
Simpósio de Biodiversidade (UFSM) - http://w3.ufsm.br/isbio/;
Simpósio da Biodiversidade (UFV) - http://www.simposiodabiodiversidade.com.br/;
Biodiversidade e Água: Desafios e Cooperação (UNICAP) - http://www.unicap.br/simcbio/;
I Simpósio em Ecologia e Biodiversidade (UNESP) - http://agroevento.com/agenda/i-simposio-ecologia-e-biodiversidade/;
I Simpósio Regional sobre Conservação da Biodiversidade do Cerrado (UFU) - http://www.comunica.ufu.br/evento/2015/05/i-simposio-regional-sobre-conservacao-da-biodiversidade-do-cerrado;
I Congresso de Biodiversidade e Biotecnologia (UFT) - http://ww1.uft.edu.br/index.php/institucional/eventos/14533-i-congresso-de-biodiversidade-e-biotecnologia-da-rede-bionorte-to
"A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) declarou que 2010 é o ano da biodiversidade. No atual contexto, em que um número crescente de espécies estão ameaçadas de extinção pela perda de habitat, pela caça e pelas mudanças climáticas, os esforços de conservação são cada vez mais urgentes e necessários. E o Brasil é o primeiro país em biodiversidade do mundo."
Todos os anos, no dia 22 de maio é comemorado o Dia Internacional da Biodiversidade. A data foi escolhida pela ONU (Organização das Nações Unidas) com o objetivo de aumentar a conscientização da população mundial para a importância da diversidade biológica, e para a necessidade da proteção da biodiversidade em todo o mundo.
O Dia Internacional da Biodiversidade foi criado pelas Nações Unidas em 1992 no dia 22 de maio, em que foi aprovado o texto final da Convenção da Diversidade Biológica (Convention on Biological Diversity).
Na página do Ministério do Meio Ambiente há mais informações acerca da Convenção da Diversidade Biológica - http://www.mma.gov.br/biodiversidade/convencao-da-diversidade-biologica